Vereadores destinam R$ 5,3 milhões para enfrentar impactos do coronavírus em Macaé


30/03/2020 18h25 • atualizado 30/03/2020 18h27

Em Sessão Extraordinária realizada nesta segunda-feira, 30, a Câmara aprovou Projeto de Lei 001/20, do Executivo, que estabelece o auxílio alimentação para os alunos da rede pública municipal. Após um acordo entre parlamentares e em diálogo com prefeito, o legislativo aprovou emenda ao PL, aumentando o recurso de R$ 100 proposto pelo Governo, para R$ 200 por aluno, um acréscimo oriundo do Fundo Especial da Câmara, no valor de R$ 5,3 milhões.

O benefício vai garantir a segurança alimentar dos alunos da Educação Infantil, Ensino Fundamental, Educação de Jovens e Adultos e Ensino Médio, devidamente matriculados na rede pública municipal de ensino, compensando assim, a falta de oferta de merenda escolar durante o período de recesso escolar em virtude da pandemia do coronavírus (Covid-19).

Essa é uma iniciativa fundamental tendo em vista que grande parte desses alunos tem a merenda escolar como sua única refeição do dia. Além disso, o benefício também favorece o comércio, conforme ressaltou o vereador Marcel Silvano.

“Se a rede tem 42 mil alunos matriculados, ou seja, serão R$ 8 milhões que poderão ser injetados no comércio de alimentos”, disse o parlamentar.

Marcel Silvano, assim como os demais parlamentares, destacou os acertos do governo e legislativo com as medidas positivas e adequadas para vencer essa guerra contra o Covid-19. Protagonismo, que segundo ele, “não é de um outro ente político, nem outro qualquer eleito para um cargo público, mas sim do Município”.

Também lamentou as críticas negativas aos vereadores em exercício, feitas  por pessoas que se utilizam discursos “demagogos e exagerados” a respeito das atividades do legislativo, bem como do subsídio legal que recebem e que segundo alguns, deveriam abrir mão.

“Nós aqui, desde o primeiro momento em que começaram as medidas do Executivo, temos tomado decisões importantes no mesmo sentido, como agora, destinando 5,3 milhões para dobrar o benefício proposto pelo Governo. Por que estou falando isso? Importante dizer que 50% do salário do vereador (R$ 4 mil) multiplicado por 17, que é o número de vereadores, não  paga metade de um respirador para equipar um leito de UTI que precisa muito mais que esse equipamento. Esse tipo de demagogia é irresponsável e não resolve o problema das pessoas e faz com que elas acreditem em mentira. A demagogia flerta com a mentira o tempo todo”, frisou Marcel.

Outra ação importante da Câmara, em acordo unanime com os parlamentares, é a destinação dos recursos das emendas impositivas dos vereadores para essas ações do Governo em combate ao coronavírus.

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