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Repensar a nossa sociedade pra já


14/04/2020 14h42 • atualizado 14/04/2020 14h42

Os tempos não são de normalidade. Temos sim desafios pela frente e a necessidade urgente de repensar nosso modelo de sociedade.

  • A previsão é que a economia brasileira encolha 5% neste ano, principalmente em função da pandemia da Covid-19. Os efeitos estão aí, e o mundo inteiro vai entrar em recessão.
  • Nos Estados Unidos, por exemplo, a maior potência do planeta, quase um terço dos inquilinos não pagaram aluguel em dia este mês e os pedidos de seguro-desemprego chegaram a 17 milhões em apenas três semanas. E lá nos Estados Unidos não há SUS, tudo custa uma fortuna no sistema hospitalar.
  • No Brasil, as mesmas pessoas que hoje reivindicam auxílio do governo para todos são as mesmas que há pouco mais de um ano estavam defendendo estado mínimo, e bolsa pra ninguém.
  • Enfrentamos um teto de gastos e redução de investimentos na saúde pública. O próprio ministro Mandetta, logo que assumiu o cargo, no início do governo Bolsonaro, disse que o SUS não suportava a demanda e tinha que ser repensado. Agora está dando graças a Deus por termos o SUS para encarar a pandemia.
  • O governo federal oferece auxílio de 600 reais. Isso é muito muito pouco. Não ajuda a pessoa efetivamente. É preciso pensar em quem está desempregado, com o micro, com o médio e com o pequeno empresário, com o garçom, com o pedreiro, com o empreendedor, com todos. E não há uma solução para todos de uma vez só.
  • O próprio sistema de saúde é um exemplo disso: não há espaço para todos de uma vez só, portanto precisamos ficar em casa, quem pode, para evitar que a doença se espalhe.
  • Não estamos discutindo luxo, benefício extra. Mas sim o básico, o mínimo para se sobreviver. E assim, não podemos deixar de falar de pautas como a taxação das grandes fortunas e das operações milionários nos bancos ou da taxação das grandes heranças. Temos distorções neste país e é preciso revisar isso logo.
  • Macaé, por exemplo, tem condições de garantir renda básica para todo cidadão, inclusive para quando a pandemia passar. Nós temos que pensar soluções para Macaé já e a sério. Porque, como se sabe, os efeitos da pandemia estão vindo e virão ainda mais, e de forma catastrófica.
  • No caso do auxílio emergencial de 800 reais do governo municipal aos empregados do comércio atingidos pelas restrições de funcionamento dos estabelecimentos, não basta o empresário achar que está resolvido, que seus empregados estão cobertos e eles, empresários, não precisam pagar mais nada.
  • Esse é o momento da contrapartida, das entidades que representam os empresários chegarem junto e pensarem num fundo emergencial para a cidade, em construir algo para o futuro de uma forma ampla, pensando na cidade toda.
  • Macaé perdeu oportunidades históricas nos últimos 30 anos. Espero que agora, diante disso tudo que estamos enfrentado, possamos preparar a cidade para um futuro.
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Vereador Marcel Silvano - Informação obtida em http://marcelsilvano.com.br/noticias/repensar-a-nossa-sociedade-pra-ja/