O dia do “Não”


28/04/2017 21h26 • atualizado 28/04/2017 21h26

Trabalhadores, estudantes e diversas outras categorias vão às ruas para dizer um basta aos ataques do governo ilegítimo de Michel Temer e suas reformas que privam direitos.

Foto: Rogério Peccioli

A sexta-feira, 28 de abril, foi um dia para entrar para a história do país. Nele, milhares de pessoas foram às ruas, em todo o Brasil para dizer não às reformas Trabalhista e Previdenciária, promovidas pelo ilegítimo governo Michel Temer e que atacam os direitos dos trabalhadores e da população em geral. O vereador Marcel Silvano esteve presente à manifestação e acompanhou todo o movimento, prestando total apoio ao movimento.

Foto: Rogério Peccioli

Representantes de movimentos sindicais, estudantis, trabalhadores rurais e de várias outras categorias e a população em geral marcharam juntos pelas ruas de Macaé. A concentração do movimento aconteceu na praça Veríssimo de Melo, às 10h. Dali, os manifestantes marcharam pelo calçadão até chegarem em frente à Prefeitura Municipal. Lá, entoaram cânticos contra as reformas e até contra o governo municipal.

“O povo está dizendo não às reformas que retiram direitos. O povo está dizendo não ao golpe que todos os dias ataca à cada um de nós. É o golpe que não está só lá em cima, mas está aqui no quarto andar, que persegue os Guardas Municipais, que persegue os servidores da Mobilidade Urbana, que persegue os servidores da Saúde e Educação e persegue todos os profissionais do serviço público de Macaé por não ter tido uma atitude digna de ter reconhecido a legitimidade e a importância de não aceitar que os servidores que vierem para o ato, tenham falta. Nós vamos exigir e dizer para você, prefeito, que enquanto você não respeitar o servidor público, eles continuarão a ocupar as ruas”, disse Marcel, durante seu discurso no ato.

Marcel fez menções ao risco que os estudantes do interior sofrem por terem as vagas nas Universidades cortadas, mencionou também a importância de as manifestações serem realizadas durante a semana, para não se igualar “às micaretas promovidas pelo fascismo” e denunciar os ataques sofridos pelos trabalhadores e à importância de se ocupar tanto as ruas quanto as urnas, para que os trabalhadores não elejam candidatos que enganam a população o tempo todo e atuem de acordo com a agenda daqueles que privam os direitos dos trabalhadores. O vereador lembrou também dos trabalhadores da Personal, que considera um triste exemplo do que pode acontecer com os trabalhadores em larga escala caso as reformas sejam aprovadas.

“Faço uma saudação muito especial aos trabalhadores da Personal, que são o reflexo da terceirização que começou há algum tempo, mas que está se aprofundando com esse projeto de Lei absurdo da terceirização para tudo e qualquer coisa. Eles são o reflexo disso: o desrespeito que estão sofrendo e os direitos rescisórios que não lhes são garantidos são um anúncio do que há de vir se permitirmos que o Brasil esteja quieto e silenciado diante desse absurdo das terceirizações. No mais, aos servidores públicos municipais: assistentes sociais que estão aqui professores que estão aqui, servidores da saúde, guardas municipais, servidores da mobilidade urbana, da cultura, do esporte, nós vamos tentar de tudo quanto é jeito que o governo não contabilize falta desse dia em que vocês estão aqui denunciando com toda a legitimidade os ataques que vocês estão sofrendo. Vocês estão no lugar certo hoje, que é na rua dizendo não à Temer, à Pezão, não à Aluízio e os absurdos que ele reproduz aqui”, finalizou.

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Vereador Marcel Silvano - Informação obtida em http://marcelsilvano.com.br/noticias/o-dia-do-nao/