Foto: O Debate

Marcel Silvano: Gestão da Cultura em Macaé é um desastre


28/06/2016 15h02 • atualizado 21/07/2016 15h34

O vereador ressalta que é preciso que políticas públicas de cultura cheguem aos bairros, região serrana e nos locais e setores da sociedade que são invisíveis ao poder público

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Um dos maiores defensores de que cultura deve ser uma política pública voltada para todos, o vereador Marcel Silvano, mais uma vez trouxe o debate sobre o tema na Câmara de Macaé e não economizou críticas a atual gestão da pasta da Cultura em Macaé, que mesmo após quatro mudanças, não apresentou projetos de relevância e continua omissa em suas atribuições.

Na semana passada, Marcel, que representa o legislativo como membro do Conselho Municipal de Cultura, disse em plenário que iria propor uma comissão especial para acompanhar os equipamentos públicos de cultura de Macaé. E neta terça-feira, 28, durante a sessão da Câmara de Macaé, voltou a cobrar posição do governo e ressaltou que é necessário, urgente e que se supere a lógica dos eventos aleatórios e passe para a lógica da política pública do direito de cidadania, para que a cultura chegue a todo cidadão.

“Tenho cumprido a tarefa de discutir as políticas de cultura, de articular os movimentos, as organizações e as lideranças culturais da cidade. Nós precisamos retomar a pauta, fiscalizar e acompanhar. Cultura não se faz apenas com eventos aleatórios uma vez por semana. Precisamos de equipamento público, investimentos, política pública e prioridade. Vamos esmiuçar nas próximas sessões e vamos precisar acompanhar ao final desses quatro anos, qual legado e efetivo de verdade de política pública para acesso e democratização e direito cidadão à cultura. Infelizmente temos visto somente retrocessos”, criticou.

Marcel disse que continuara cobrando o resultado dos quatro anos de gestão, principalmente porque a propaganda não condiz com a realidade. Ressaltou que é preciso que políticas públicas de cultura cheguem aos bairros, região serrana e nos locais e setores da sociedade que são invisíveis ao poder público. O vereador citou como exemplo, a situação do Teatro Municipal, o atraso na entrega do Cine Clube, a Praça do CEU das Malvinas e o estado calamitoso da Estação em Glicério, que já foi negociada com Instituto de Patrimônio Histórico Nacional para que fosse um ponto de cultura.

“Nas Malvinas, acho que ainda não estamos atuando de maneira plena, para que a população tenha acesso a oficinas, escolas de cultura, formação cultural na Praça do CEU. O Teatro Municipal precisa ser transformado em um espaço para todos, ser bem equipado, com condições de receber tanto produções nacionais de renome quanto locais, regionais, de escolas e produtores daqui. Outro espaço que é estratégico e está de certa forma abandonado, porque não se tem notícia, é o Cine Clube, que precisa ter encaminhamento”, cobrou o vereador.

Na visão do parlamentar, que apresentou várias propostas para o setor, inclusive o Projeto de Lei de sua autoria, que regulamenta os direitos dos artistas de rua, assegurando a apresentação em espaços públicos, além das propostas para criação de Tendas Culturais nos quatro cantos da cidade, a garantia de 1% do orçamento de Macaé ir para política pública de cultura e outras pautas por meio de emendas durante seu mandato, o governo municipal não sai do discurso e a gestão cultural segue desastrosa, assim como as anteriores, que transformou a cultura numa negociação partidária.

“Isso ficou explícito e é muito negativo. O legislativo tem seu papel e nos últimos meses conseguimos aprovação do Projeto de Lei do Artista de Rua, para dar mais liberdade a eles, porém não vemos a gestão dando conta de dialogar. O conselho de cultura não é ouvido”, comentou.

O parlamentar lembra que foram feitos debates, fóruns, encontros e reuniões com as gestões de cultura que passaram, assim como a realização de audiência pública, que teve como pautas centrais a consolidação do conselho, plano e fundo municipal de cultura, e a reforma da lei do conselho, para que este possa ter como representante todas as vertentes que dialogam hoje com o que há de cultura na cidade.

“Precisa melhorar tudo. Não houve uma linha de atuação, não houve uma linha de prioridade, mudou tanto que está tão confuso que nem eles conseguem se entender”, alfinetou o vereador.

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