Marcel apoia protesto de servidores por corte de direitos


31/01/2018 18h25 • atualizado 31/01/2018 18h26

Governo corta, sem prévio aviso, gratificações previstas na Lei 195/2011 (PCCV da Educação)

Uma manhã tensa e de revolta nesta quarta-feira, 31, para servidores da Educação e de outras áreas, que se uniram em protesto em frente a sede da Prefeitura de Macaé para protestar contra a postura desrespeitosa e sem qualquer diálogo do Governo, que cortou o pagamento das Regências de Classe e do Difícil Acesso, gratificações previstas na Lei 195/2011 (PCCV da Educação).

O protesto contou com o apoio do vereador Marcel Silvano, que preside a Comissão de Educação na Câmara, e esteve presente para solidarizar-se com os trabalhadores e ouvir as demandas dos mesmos, no sentido de cumprir com seu papel de parlamentar e cobrar que seus direitos sejam garantidos.

O vereador criticou a postura do Prefeito Dr. Aluizio e do secretário de Educação que ao saberem da movimentação dos trabalhadores para o protesto de hoje, emitiram uma nota, justificando que foi um erro cometido pelo setor de Recursos Humanos e que este seria reparado em 24h.

Entretanto, os servidores presentes no protesto, estiveram ali para reivindicar reparos em cortes realizados em meses anteriores ente outros direitos que não vêm sendo respeitados, como enquadramento, pagamento de periculosidade e de 13º e férias em atraso, inclusive de comissionados que foram demitidos.

Márcio Silva, que atua no CCZ como agente de combate às endemias e lida com produtos químicos venenosos, informou de desde janeiro do ano passado luta para voltar a receber o pagamento de periculosidade, mas não é atendido. “No CCZ os mais de 100 profissionais recebem periculosidade e eu sou o único que não. Meu processo está nas mãos do prefeito, desde janeiro de 2017 e ele não assina. Isso me traz transtorno, corro riscos e pelo tempo de serviço, eu já poderia me aposentar e não consigo por conta disso”, lamentou.

Roberto Penha, que trabalhou com cargo comissionado disse que não recebeu seu 13º e férias. “Fiquei dez meses trabalhando, colocando placas nas ruas, fui demitido e não pagaram aquilo que tenho direito”, disse.
Cleide Marques, que era auxiliar de ensino contratada para atuar na Educação e perdeu seu cargo após a realização do último processo seletivo e até agora não recebeu seu 13º também. Ela criticou a postura do prefeito em querer pagar salários aos Policiais Militares, que é do Estado, sendo que não cumpre com seu dever com os servidores municipais.

“Estou aqui representando não somente a minha classe, mas também todos da Saúde e outros setores que foram demitidos como eu e não receberam seus direitos. Estou desempregada e preciso do meu dinheiro, porque trabalhei para isso”, criticou ela.

Marcel Silvano ouviu atentamente as reivindicações e prestou solidariedade. “Os servidores têm toda razão em protestar, principalmente por conta da postura do prefeito e de seus secretários que apresentam todo mês uma surpresa negativa no contracheque desses trabalhadores, como o deste mês. Um desrespeito aos nossos servidores, que inclusive estão sem apoio do Sindicato dos Servidores, que não chegou para organizar este ato. O erro passou a ser uma prática política desse governo. Estamos aqui para somar e ser uma voz para denunciar todos esses desrespeitos”, disse o vereador.

Durante o ato, uma comissão foi à secretaria de Recursos Humanos buscar respostas, mas não saíram satisfeitos, uma vez que não foram recebidos pelo responsável pela pasta. Diante do descaso e descumprimento da Lei, os manifestantes decidiram no local que na próxima quarta-feira, 07, será realizado o Encontro Municipal dos Profissionais da Educação (EMPE), aberto aos servidores de outras categorias, a partir das 17h, na Praça Veríssimo de Melo, para mobilização dos servidores em relação à luta pelos seus direitos.

Mais conteúdo sobre:
Notícias
Vereador Marcel Silvano - Informação obtida em http://marcelsilvano.com.br/noticias/marcel-apoia-protesto-de-servidores-por-corte-de-direitos/