Mais luta, mais terra!


25/10/2017 9h04 • atualizado 25/10/2017 9h04

Em Audiência Pública, Marcel Silvano conduz debate sobre a realização de Reforma Agrária na região.

A tarde do dia 20 de outubro foi uma tarde especial. Nela, os bancos e dependências da Câmara de Vereadores de Macaé foram pintados de vermelho pelos bonés e bandeiras dos trabalhadores rurais ligados ao Movimento dos Sem-Terra que tomara a Casa do Povo para participar da Audiência Pública que discutiu a reforma Agrária em Macaé e Rio das Ostras. A audiência foi um pedido do vereador Marcel Silvano, atendendo à demanda dos trabalhadores da região.

O evento começou às 14h. Além de Marcel, a mesa foi composta por Marina Silva e Fernando Moura, ambos do Movimento dos Sem-Terra (MST), Marcelo Nunes, do Sindipetro, Gabriela Monteiro, representando a Marcha Mundial das Mulheres e Roberto Lima, do Incra. Na abertura, Marcel falou sobre a importância de o povo ocupar a Câmara de Vereadores.

“Vocês precisam se sentir em casa, pois essa é a Casa do Povo. Precisam acompanhar e estar presentes nelas. Então ela deve ser mais ocupada pelo povo organizado. E quanto mais o ocuparmos, mais cumprimos uma tarefa pedagógica de formar uma consciência de que não é preciso ter medo de Sem-Terra, de povo em luta e de boné vermelho. Essa audiência tem a grandeza de mostrar que a terra deve ser de todos. A terra deve ser de quem quer plantar, não de quem quer especular. Precisamos entender que o grande milagre da partilha, do pão e da terra, não sai sem luta. Então vocês representam o que há de melhor no povo”, disse Marcel.

Durante as falas, foram feitas reclamações dos assentados do PDS Osvaldo de Oliveira, em Córrego do Ouro, que necessita de intervenções em infraestrutura. Os principais pontos são em relação à estrada do entorno e a ponte de acesso ao assentamento, que está em condições precárias. Esse fato, inclusive, fez com que o assentamento, que sofreu um incêndio de grandes proporções recentemente, não recebesse o socorro devido por parte do Corpo de Bombeiros.

Ainda, os presentes expuseram a necessidade do início das vistorias por parte do Incra, que deveriam ter começado na segunda quinzena do mês de outubro, mas que ainda não têm previsão de início. Roberto Lima, do Incra, informou que o órgão está encontrando dificuldades em iniciar o trabalho devido à falta de recursos e que o Poder Executivo não está dando a atenção necessária para ajudar a contornar o caso.

“O Incra têm buscado novas parcerias para fazer a reforma da ponte, pois precisamos dela para levar o resto a infraestrutura. Precisamos da parceria, pois o órgão não tem hoje um engenheiro civil para realizar o projeto. Quanto às vistorias, o corpo técnico está pronto, mas ainda não há previsão, pois não temos recursos. O município não têm respondido aos contatos que temos feito para tentar fazer a parceria necessária”, informou.

Ao final da Audiência, Marcel colocou o mandato à disposição dos trabalhadores e disse que irá continuar usando seu espaço na Câmara para cobrar a presença do município nas questões do assentamento. Disse ainda que as atas da Audiência, com todo o registro das cobranças, ficará à disposição para ajudar no trabalho.

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Vereador Marcel Silvano - Informação obtida em http://marcelsilvano.com.br/noticias/mais-luta-mais-terra/