Intolerância Religiosa é debatida na Câmara de Vereadores

Audiência Pública, convocada pelo mandato do vereador Marcel Silvano, recebeu autoridades e representantes da fé para debater o assunto.

Foto: Rogério Peccioli

Movida pelos casos recentes de intolerância religiosa, foi realizada ontem a Audiência Pública, que debateu o tema, na Câmara de Vereadores de Macaé. Proposta pelo vereador Marcel Silvano, que presidiu a sessão, o encontro teve a participação de autoridades e de representantes de diversas representações religiosas para expor os problemas encontrados em Macaé e apontar possíveis soluções.

Estiveram presentes o sub comandante do 32º Batalhão de Macaé, Lázaro Palote, o delegado da Polícia Civil, Rodolfo Franco da Silva, Paula Neves, coordenadora da Secretaria de Segurança do Governo no Estado, além de representantes das religiões afro, espíritas, Educadores e demais interessados. Durante a abertura do evento, o vereador Marcel destacou a importância de se criar esses espaços de debate para a evolução da questão.

Foto: Rogério Peccioli

“Temos a clareza que o papel do espaço de debate democrático que é a Câmara de Vereadores é o de reunir esses atores para tentar fazer esse diálogo e construir esses caminhos para que a gente possa chegar a alguma melhora. Não é fácil e não é de hoje que fazemos esse debate. Podemos fazer um paralelo com a questão da mulher que é uma situação que ainda é difícil a questão da mulher que sofre violência ir à delegacia e encontrar o equipamento adequado, com os profissionais sensibilizados e também é uma realidade a se construir de forma permanente. O que propomos é que, enquanto Legislativo, as falas e soluções aqui precisam ser amadurecidas, propostas e permanentes”, disse.

A coordenadora da Secretaria de Segurança, Paula Neves, também traçou um paralelo com a questão da mulher e ressaltou a importância de se denunciar e registrar os casos de intolerância religiosa, para que estes dados sejam a base de ações mais efetivas.

“É necessário ter mais registros na Polícia com essa temática para que os fatos, quando acontecerem, serem deixados claros para os agentes da Segurança Pública. Isso aconteceu historicamente, por exemplo, em relação aos crimes contra a mulher. A partir da elaboração dos registros, podemos criar ações mais efetivas de combate. Por isso, é importante registrar”, ressaltou.
Ainda durante a audiência foram registrados relatos de casos de intolerância ocorridos em Macaé, casos de racismo religioso e ainda a cobrança de uma Comissão da Verdade, para debater esses casos já registrados. As atas da reunião serão encaminhadas para o conhecimento de vereadores e autoridades para que possam servir de base para a tomada de ações e elaboração de legislação correspondente.