Incêndio aterroriza famílias no assentamento Osvaldo de Oliveira

Socorro foi negado e mais de 50 famílias ficaram isoladas em meio ao fogo e incêndio

Um fim de semana de terror para as 50 famílias que vivem no Assentamento Osvaldo Oliveira, em Córrego do Ouro. Na madrugada de sexta-feira, 6, para sábado, um incêndio devastou o assentamento, a produção agrícola e estrutura dos assentados e parte da Mata Atlântica. Para um drama maior, eles tiveram socorro negado e o Corpo de Bombeiros não conseguiu chegar ao local por conta das condições de estrutura da ponte que dá acesso a eles.

A situação foi criticada pelo vereador Marcel Silvano na sessão ordinária desta terça-feira, 10, quando o mesmo disse que estava indo para a localidade prestar solidariedade aos assentados, junto ao Ministério Público, que vem acompanhando a situação dos produtores. O parlamentar pediu apoio da população macaense, com doação de água, já que a estrutura que abastece o local foi totalmente destruída.

“A população se viu isolada sem qualquer apoio ou suporte, para combater aquele incêndio. Foram perdas incalculáveis para trabalhadores rurais que lutam para consolidar aquele assentamento. Os bombeiros não conseguiram chegar ao local por conta do caminhão não passava pela ponte e negaram o helicóptero para dar suporte. Além disso, a Guarda Ambiental também não conseguiu ter condições de atender e nem orientou a população, que por conta, tentaram combater o incêndio”, revelou Marcel.

Os assentados denunciaram, inclusive, que tentaram recorrer ao Porto de Estratégia de Saúde da Família, mas este não tinha um carro para dar suporte às vítimas que passaram mal com a fumaça.

Marcel criticou, principalmente, a postura arrogante e insensata do governo municipal, que segundo a coordenadoria do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA), negou receber seu recurso financeiro para reformar a ponte.

“É um conjunto de negações que deixaram aquela população de forma criminosa”, lamentou Marcel.