Câmara aprova liberação de quiosque do Parque da Cidade para o Coletivo Rap da Ponte


30/08/2018 22h15 • atualizado 30/08/2018 22h16

Aprovado na quarta-feira, 29, o Requerimento Nº 486, de autoria do vereador Marcel Silvano, em que solicita ao Executivo, a cessão real de uso do quiosque do Parque da Cidade ao Coletivo Rap da Ponte, para que os jovens possam realizar suas atividades culturais.

O vereador explica que esta é uma luta antiga do coletivo e que seu mandato abraça suas causas, uma vez que reconhece a sua importância para o fomento da cultura no município. Além disso, lembra que esse requerimento dialoga com duas leis importantes: a Lei do Artista Livre, de sua autoria e a Lei Estadual N° 7.837 que reconhece as rodas de rap como patrimônio cultural do Estado do Rio, que permite eles se organizarem em qualquer lugar público, sem qualquer autorização.

“A manifestação livre da cultura precisa ser livre e garantida por todos nós. O Município precisa reconhecer esse movimento e não deixar essa juventude a mercê da boa vontade ou não da polícia, até porque o parque precisa ser ocupado por cultura, política pública e proteção”, defendeu Marcel.

O parlamentar revela que o coletivo conseguiu dar outra cara para o Parque da Cidade, que está em estado de abandono. Eles promovem rodas de rap, praticam esportes, como Skate, ilustram com a arte do grafite e tiveram a disposição de reformar o quiosque daquele espaço , deixando o local habitável e para o bom convívio.

“Quando se juntam para fazer suas manifestações artistas e culturais, talvez sejam um dos movimentos espontâneos e livres que reúnem mais gente e jovens, sem qualquer apoio do poder público”, destacou Marcel.

Membro do coletivo, Fernando Kep, diz que o Rap da Ponte consiste num movimento apartidário que não recebe nenhum tipo de incentivo financeiro, seja de políticas públicas ou de iniciativas privadas. É movimento totalmente filantrópico, autofinanciado pelos próprios organizadores e pela venda de produtos que correspondem a maior parte da autossuficiência.

“Rap da Ponte, com esse nome, nasceu em 2014, quando voltamos com a Roda Cultural de Macaé em outro local e com outro nome, dessa vez, na ponte de pedestres da Barra, fazendo desses jovens, adultos e crianças, indivíduos mais informados e atentos em relação às questões voltadas à vida prática, usando da arte como fio condutor de informação e principal fonte de reunião e agrupamento de pessoas”, explica o jovem.

O movimento já realizou 44 edições de apresentações artísticas, sendo 15 na Ponte da Barra e o restante no Parque da Cidade. Também se apresentaram em Niterói, durante o Seminário Territórios da Arte em outubro de 2017, na Universidade Federal Fluminense (UFF).

“Em cada apresentação, jovens de periferias urbanas ocupam um espaço públicos ociosos ou abandonados e assim requalificam estes espaços, dando um sentido novo para eles”, concluiu Fernando.

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Vereador Marcel Silvano - Informação obtida em http://marcelsilvano.com.br/noticias/camara-aprova-liberacao-de-quiosque-do-parque-da-cidade-para-o-coletivo-rap-da-ponte/